Como fazer o Shirshásana (dica)

09/03/2010 16:09

Para fazer essa posição, por exemplo, é necessário que o praticante desenvolva a musculatura do pescoço e braços para poder sustentar o corpo nesse ásana. Quando o neófito treina essa técnica e ainda não possui força suficiente, por mais que tente, ele sequer conseguirá erguer os pés do chão, portanto, estará em segurança. Mesmo sendo um praticante afoito que, por exemplo, resolva dar impulso, ele ainda assim estará mais seguro do que se estivesse fazendo na parede, pois a natureza é sábia. Se você não possui infra-estrutura necessária para executar a posição, você cai ao chão em segurança, porque para a natureza é melhor que você leve um tombo do que venha a machucar o pescoço ao permanecer apoiado sobre um conjunto sem condição muscular para tanto.

Observando um praticante antigo executando, veremos que para se manter de cabeça para baixo, ele retesa a musculatura dos braços, ombros e pescoço, mantendo assim, a integridade dessa delicada estrutura. Isso não ocorre com alguém que faz a mesma posição sendo sustentado artificialmente, seja por uma parede ou mesmo pelo professor. Se usar a parede é ruim, com uma pessoa ajudando é um desastre. Invariavelmente quando não caem os dois alguém acaba se machucando. Já vi inúmeras vezes pessoas fazendo com apoio, assim que os seus pés tocam a parede e se sentem seguros, soltam à única coisa que não poderiam jamais relaxar; a musculatura do pescoço...
A regra é clara: se você vai cair, não retarde a queda!

Por sorte ou algum tipo de intervenção divina, a maioria só fica com uma leve dor na região ou, no caso mais grave, um torcicolo. E sequer se dão conta do risco que esse procedimento representa ou mesmo que podem ficar com seqüelas irreversíveis, entre elas o rompimento de nervos cervicais que podem levá-lo a tetraplegia no caso de um desequilíbrio ou queda lateral.

Algumas posições não têm, nem podem ter atalhos. Fazem parte de todo um processo de estrutura, desenvolvimento de força, alongamento, equilíbrio e coordenação motora.

 

Determinados exercícios podem levar anos até que se conquiste a excelência técnica necessária para a sua execução, além de severas adaptações biológicas que vão desde o fortalecimento de partes ósseas com o deslocamento desse material para fortalecer pontos de apoio e tensão, até aclimatações circulatórias onde as paredes de vasos e capilares são reestruturados para agüentar o aumento de pressão.

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